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Assédio moral e suas consequências

6 de setembro de 2017
Assédio Moral

Em meio a um mercado extremamente competitivo, gestores lidam diariamente com a busca por melhores resultados. Entretanto, é necessário ter em mente qual o limite para cobrar um colaborador ou funcionário por mais produtividade no trabalho. Caso extrapolem na exigência por alto rendimento, esses profissionais passam a correr o risco de praticarem assédio moral.

Os processos instaurados para a apuração de denúncias de assédio moral cresceram nos últimos anos no Brasil. Nos primeiros nove meses de 2016, a Controladoria-Geral da União (CGU) registrou um processo sobre esse tema a cada 55 horas.

Mas como identificar que situações configuram assédio moral e quais cobranças são aceitáveis no local de trabalho? Neste artigo, ajudaremos a responder a essas questões e saber como os gestores podem trabalhar na prevenção, que é o melhor caminho.

O que é assédio moral

Qualquer situação em que é exercida, de forma repetida e prolongada, uma violência psicológica sobre o trabalhador pode configurar assédio moral.  O assédio pode acontecer numa relação direta, com insultos, gritos, acusações e humilhações públicas, ou de forma indireta, quando há a propagação de boatos ofensivos, isolamento ou exclusão social. É bom sempre lembrar que há outras situações como negar folgas apenas à determinado funcionário sem justificativa, exigir metas inalcançáveis ou fazer brincadeiras de mal gosto que também configuram assédio moral. Embora situações de humilhação não sejam exclusividade do mercado de trabalho moderno, o tema assédio moral ganhou projeção apenas no fim do século passado. Em 1998, a psicanalista francesa Marie-France Hirigoyen lançou o livro Assédio Moral: A Violência Perversa no Cotidiano e iniciou a discussão sobre o assunto e como esses casos afetam a vida de muitos trabalhadores.

Nessas situações, há a degradação do ambiente de trabalho e a desestabilização emocional do trabalhador, o que pode colocar em risco sua saúde física e psicológica. Uma pessoa submetida a assédio moral pode ter uma perda de autoestima e dignidade, o que prejudica seu estímulo para a produtividade no trabalho e para outras relações pessoais.

Além de desestabilizar emocionalmente o trabalhador, o assédio moral pode ter a intenção de pressioná-lo a pedir demissão, provocar sua mudança para outro setor ou fazer com que ele se sujeite a más condições de trabalho.

Situações em que se configura assédio moral

Degradação proposital das condições de trabalho, isolamento e recusa de comunicação ou violência verbal e física são algumas das formas de assédio moral. Normalmente, essas ações envolvem situações constrangedoras e episódios de humilhação, que tornam insustentável a permanência da vítima no local em que trabalha.

Confira, a seguir, algumas das ações em que se configura assédio moral, desde que sejam praticadas de forma prolongada e dentro de um contexto de violência psicológica:

  • Não transmitir informações necessárias para a execução de tarefas
  • Atribuir sistematicamente tarefas inferiores ou superiores às competências da vítima
  • Impedir acesso a ferramentas de trabalho, como telefone ou computador
  • Pressionar a vítima para que não exija seus direitos
  • Impedir ou dificultar a promoção profissional
  • Desconsiderar recomendações médicas ou problemas de saúde
  • Induzir ao erro
  • Recusar contato com a vítima e isolá-la do restante do grupo
  • Fazer insinuações ou espalhar rumores contra a honra da vítima
  • Criticar ou ridicularizar sobre aspectos ou deficiências físicas
  • Discriminação racial, por origem, orientação sexual ou religião
  • Ameaças de violência física
  • Comunicar aos gritos
  • Seguir ou espionar a vítima

Embora essas ações sejam normalmente contra uma pessoa específica, o assédio moral também pode ser coletivo. Nesses casos, é comum que equipes sejam punidas de forma constrangedora ou vexatória por não cumprirem metas. O que inicialmente pode ser visto como uma brincadeira gera constrangimento e humilhação aos funcionários.

Quando não se configura o assédio moral

Nem todas as situações de cobrança por produtividade podem ser encaradas como assédio. Uma simples bronca não caracteriza uma situação em que o chefe está assediando seu subordinado. Num ambiente de trabalho, as cobranças podem ser feitas de forma explícita e não humilhantes. Quando a crítica for construtiva e não acontecer com o propósito de represália, ela não pode ser encarada como assédio moral.

Mesmo em situações de conflito, em que as opiniões são expostas abertamente, as repreensões podem ser feitas sem que haja assédio. Solicitar a transferência de um trabalhador para outro setor ou promover o remanejamento de atividades, cargos ou funções pode gerar conflitos, mas não configura assédio moral. Se não houver a intenção de desmerecimento, também não pode ser interpretada dessa forma a necessidade de trabalhar em instalações inadequadas, com pouca iluminação ou em espaço pequeno.

Ainda que gerem constrangimento, situações de humilhação ou depreciativas podem ser consideradas como assédio apenas se forem repetitivas e sobretudo prolongadas. Episódios eventuais não configuram esse tipo de comportamento ou atitude, muito embora também devem ser evitados.

Os impactos para a empresa

Não é apenas a produtividade de uma vítima de assédio moral que tende a cair. Esse tipo de prática prejudica o ambiente de trabalho, ao criar uma cultura de medo que afeta negativamente toda a equipe. Dessa forma, a empresa perde sua credibilidade e acaba por afastar a possibilidade de contratação ou retenção de bons profissionais.

A prática de assédio moral também pode gerar problemas judiciais para a empresa. Legalmente, há a previsão de que o autor do dano moral seja obrigado a repará-lo. Assim, é possível que a vítima recorra à Justiça para receber uma indenização, o que pode prejudicar a saúde financeira do negócio.

Como a empresa deve proceder

Casos de assédio moral causam graves danos à imagem da empresa. Assim, é necessário que os valores da organização condenem fortemente esse tipo de comportamento. Para evitar que essas situações ocorram, os gestores devem manter uma comunicação assertiva com colaboradores e funcionários, para que fiquem claros os objetivos empresariais e de que forma eles devem ser alcançados.

Ao agir com firmeza em casos de desacordo com sua cultura, a empresa mantém um ambiente favorável, onde diferenças são respeitadas e os profissionais se sentem mais motivados a entregar bons resultados.

Para assegurar que esse cenário seja construído, os gestores precisam estar preparados para exercer sua liderança com alinhamento entre os objetivos da organização e o respeito às competências de todos os profissionais. É preciso desenvolver habilidades de gestão, como controle emocional e persuasão, para que as equipes se mantenham motivadas e engajadas.

Essas competências e habilidades podem ser aperfeiçoadas em treinamentos específicos, que colaborem para o desenvolvimento de líderes. Assim, eles atuarão como referências na cultura organizacional e saberão como conduzir equipes a entregar resultados, com funcionários satisfeitos e em um ambiente propício para o alto rendimento.

Conclusão

Ainda que as empresas convivam atualmente com mercados de alto índice de competitividade, as cobranças por resultados podem ser conduzidas com respeito aos profissionais e com a formação de um ambiente agradável para trabalhar.

Ao defender uma cultura sólida e reafirmar valores éticos, a organização mantém sua credibilidade e uma imagem positiva perante seus colaboradores e clientes. Assim, é evidente que a defesa de regras de conduta e relacionamentos que prezem pelo respeito serão benéficas para o crescimento empresarial.

Como sua organização tem evitado situações que prejudiquem o ambiente de trabalho, como o assédio moral? Compartilhe sua experiência nos comentários abaixo!


Autor: Redator CR BASSO - Categoria: Blog

  • Joyce Cristina Lara

    Ótimo texto. Onde trabalho o problema não são os diretores e sim supervisores e outros funcionarios que gostam de humilhar, gritar e ridicularizar outas pessoas. Realmente uma situação muito complicada pois são pessoas com mentes muito fechadas.

    • Leandro Basso

      Olá Joyce! De fato é uma situação muito delicada. O importante é ela ser diagnosticada e cuidadosamente gerenciada pela organização, minimizando ao máximo esse tipo de ocorrência.
      01 grande abraço para você!
      Conte sempre conosco!

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