Conheça os 5Ps da estratégia segundo Mintzberg e saiba como isso pode te ajudar

5 de setembro de 2016

A estratégia empresarial, talvez pela sua própria natureza que a correlaciona à diversas áreas da organização, tem recebido diversas definições e formas de entendimento.

Estratégia não é algo restrito somente à alta direção. Cada setor da empresa deve desenvolver sua própria estratégia, desde que esta esteja alinhada aos objetivos do negócio, visando os bons resultados. Dentre os diversos conceitos divulgados sobre o tema, podemos citar os 5Ps da estratégia de Mintzberg, acadêmico e autor de vários livros na área de gestão.

O autor cita 5 formas de “ver” e aplicar a estratégia, cada qual voltada para um cenário ou situação vivida pela empresa. Neste post, você vai conhecer os 5Ps da estratégia segundo Mintzberg e ainda conferir algumas dicas de aplicação na sua empresa. Vamos lá?

Estratégia como plano

Sempre que temos algum objetivo em mente, surge a escolha de várias ações, um caminho a ser percorrido para chegar ao objetivo. Você pode pensar na aquisição de um novo sistema de gestão de pessoas, na formação de parcerias para melhorar a qualidade de vida na empresa ou ainda na captação de recursos para construir um refeitório, por exemplo.

A partir do objetivo inicial, surgem as atividades, as ações que devem ser realizadas para que você conquiste o objetivo tão almejado, ou seja, surge a estratégia. Com quem falar, aonde ir, o que realizar, quando realizar e quem serão as pessoas envolvidas com o projeto.

Estratégia como pretexto

O segundo dos 5Ps da estratégia é o pretexto. Muitas vezes, não temos objetivo algum determinado, mas surge a oportunidade e queremos aproveitá-la. Para aproveitá-la, também precisamos de uma estratégia.

Não é só nas oportunidades que você utiliza a estratégia como pretexto, no combate aos riscos também. Por exemplo, se a empresa está passando por uma crise, mas não deseja demitir funcionários, pode surgir daí uma estratégia, como a redução de carga horária seguida da redução dos salários para que todos se mantenham empregados.

Em suma, a estratégia como pretexto surge de uma necessidade, positiva ou negativa.

Estratégia como padrão

A estratégia também pode surgir de um padrão que se desenha dentro da empresa. Imagine que um funcionário adota uma postura ambientalmente responsável e a empresa resolve incorporar melhores práticas de uso e reciclagem de materiais como diferencial competitivo.

Isso é perfeitamente possível e muitas empresas o fazem, ou seja, transformam padrões de comportamento em estratégia. Neste sentido, aproveite o know-how dos seus funcionários para identificar padrões que possam ser transformados em alguma vantagem competitiva, valorizando o aprendizado e a experiência de cada pessoa.

Estratégia como posicionamento

Muitas empresas entram no mercado com uma visão bastante competitiva, transformando seu posicionamento de mercado em uma estratégia. Esse é o caso de empresas como o Google, que adotam políticas de gestão de pessoas bastante flexíveis para atrair e reter talentos.

Essas empresas exploram as potencialidades do mercado para encontrar diferenciais que as façam únicas, desejadas pelos profissionais de maior talento do mercado, e conseguem. Essa diferenciação é obtida por uma decisão da alta gestão, ou seja, não está sujeita a oportunidades ou riscos. Elas são assim porque querem ser assim.

Para chegar a esse patamar da estratégia, é preciso fortalecer a cultura organizacional e obter apoio incondicional de todos os cargos de liderança da empresa, para que a nova postura corporativa seja disseminada em todos os níveis hierárquicos.

Estratégia como perspectiva

A estratégia também pode ser implementada a partir de um ponto de vista, uma perspectiva interna da empresa sobre determinado assunto ou situação. Por exemplo, quando não há alternativas a não ser reduzir o quadro de funcionários, é possível adotar uma postura positiva e aberta a mudanças, realizando outsourcing, reestruturações internas e adoção de tecnologias para a automação.

Obviamente que essa postura depende fortemente da cultura organizacional e das lideranças, que devem ter o poder de influenciar os demais e promover mudanças sem muitos atritos. Neste caso, é fundamental fortalecer a comunicação interna para que haja uma compreensão geral da organização sobre a situação e o que está por vir.

Conclusão

Mintzberg propõe que estes conceitos não são excludentes, mas compatíveis, isto é, que estratégia como posição e perspectiva é perfeitamente compatível com seu plano, manobra e/ou procedimento, porém, a relação entre eles é bem mais complexa que isto. Para alguns, as perspectivas da organização podem ser um plano, para outros as primeiras originam o segundo.

Sendo assim, existe razão para acreditar-se que enquanto os planos, procedimentos e posições são mutáveis ou dispensáveis, as perspectivas são imutáveis.

Como diria Henry Mintzberg, a estratégia não é simplesmente planejada, é moldada e como você deve ter percebido, o uso dos 5Ps da estratégia de Mintzberg exige mudanças de comportamentos e posturas, ou seja, é preciso desenvolver novas competências.

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Autor: Redator CR BASSO - Categoria: Blog

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