Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in posts
Search in pages

Desenvolver Equipes – Entrevista com Carlos Basso

23 de dezembro de 2013
Desenvolver Equipes - Entrevista com Carlos Basso

Desenvolver Equipes – Como os Líderes podem Vencer este Desafio?

Como especialista em Desenvolvimento de Pessoas, na sua opinião, por que trabalhar em equipe é hoje uma habilidade tão importante, tão avaliada?

Carlos Basso: A importância de trabalhar em equipe se remete ao principal desafio das organizações: como gerar mais resultado com menos recursos?

Vejo que embora muito se fale sobre o tema, há muitos aspectos ainda nebulosos e nem sempre o conceito do que é equipe é bem interpretado.

O fato de as pessoas se comunicarem e se integrarem para realizar as atividades é um bom começo. Comunicação, integração e interação são bons princípios, contudo, não são suficientes para afirmar que há trabalho em equipe.

É comum executivos e chefes afirmarem que seus funcionários trabalham em equipe. Quando, entretanto, somos convidados a realizar diagnósticos sobre a efetividade do trabalho em equipe, os resultados obtidos nos permitem afirmar que em mais de 80% dos casos analisados essa efetividade é precária.

Trabalhar em equipe exige de seus membros a identificação e a sintonia de práticas em torno dos valores eleitos pelo grupo. Além disso, cada membro tem que se esforçar para exercitar sua auto-análise.

Pergunte a um executivo se ele tem ideia do custo oculto da não existência do trabalho em equipe em sua organização?

É possível medir esse custo?

Carlos Basso: Medir os custos ocultos pela ausência do espírito de equipe nem sempre é tarefa de interesse dos gestores. Tanto é que em geral ficam à margem de qualquer ação. É mais fácil ao gestor atribuir a responsabilidade sobre outros aspectos como: profissionais mal preparados, problemas no recrutamento, salários e benefícios incompatíveis, falta de perspectiva de carreira, entre outros.

Como medir isso?

Carlos Basso: Se a Organização deseja de fato medir o custo oculto, no entanto, ela deve atentar para algumas questões. Algumas delas são:

– Avaliação do Clima Organizacional

– Rotatividade de pessoal

– Nível de absenteísmo

– Nível de re-trabalho

– Alcance das metas

– Melhoria na margem de contribuição

– Aumento da produtividade

– Ausência de participantes nas ações de T&D

– Inexistência ou baixo número de propostas de ações de melhoria contínua

– Desinteresse ou indisposição dos empregados em participar de reuniões de trabalho

– Falta ou baixo engajamento dos empregados nos objetivos da área/departamento/empresa

Como se percebe, é possível medir, basta que se tenha um patrocinador interessado e com autonomia para isso.

Pelo que você está dizendo, os gestores têm papel de extrema importância na formação do espírito de equipe. Quais são as competências que o líder deve ter para fazer isso?

Carlos Basso: Tem sim. Em minha percepção as competências essenciais entre outras são:

Planejamento

– Foco em Resultados (perfil empreendedor)

– Proatividade

Assertividade

– Importância a Relacionamentos

– Comunicação Interpessoal

– Negociação

– Liderança

Quando citamos Liderança nos referimos a capacidade do gestor em obter o envolvimento e participação dos liderados de forma auto-motivada, capaz de produzir melhores resultados.

Que sugestões práticas você pode dar aos gestores para que eles possam obter esse envolvimento e participação da equipe?

Carlos Basso: Eu diria:

Envolva os participantes nos desafios da área – colaboradores quando envolvidos, participam e quando participam, comprometem-se.

Deixe claro a todos os envolvidos o que se espera deles, definindo as atividades de cada um.

Proporcione ações de desenvolvimento das competências dos colaboradores. Para fazer isso, uma boa ferramenta é a Matriz de Capacitação, que sinaliza competências vitais à área e como a equipe se posiciona em relação a elas. Isso é muito importante na hora de definir o plano de desenvolvimento de cada colaborador e do grupo.

Gere a troca de feedback. Mais do que nunca os profissionais devem estar preparados para a “arte de dar e de receber feedback¨.

Privilegie a Comunicação e o comportamento assertivo.

Mantenha a equipe envolvida e motivada tendo como prática reuniões produtivas.

Incentive a equipe a se reunir sem necessariamente a sua presença para momentos de criatividade em sessões de brainstorming, buscando melhoria contínua no desenvolvimento das atividades.

Fomente ações de reconhecimento pelo esforço dos colaboradores.

Mantenha atividades de integração para fortalecer os laços da equipe.

Entre todas essas ações, qual você julga mais importante?

Carlos Basso: É envolver a todos. É posicionar o grupo quanto aos desafios da área. O gestor tem que deixar claros o papel e os resultados que se espera de cada um. Tem que saber para onde estão indo e conseguir o engajamento de cada membro da equipe. Como costumo dizer: ¨O líder é aquele capaz de gerar resultados com e através de pessoas¨. Se o grupo não confiar no líder, não há mágica nem milagre que motivem, integrem ou tragam resultados.


Autor: Redator CR BASSO - Categoria: Blog

Entre em contato, tire suas dúvidas ou solicite uma proposta

Preencha o formulário abaixo que nossa equipe comercial fará contato com você.

Reconhecimentos Públicos
Algumas das empresas que confiam na excelência
da CR BASSO para treinar seus colaborades