A Excelência no Desenvolvimento de Pessoas e o Balanced Scorecard

21 de março de 2016

Pessoas + Competências = Resultados

Cada vez mais os Clientes querem resultados nas intervenções em gestão de pessoas, quer nos projetos de consultoria, quer nos programas de treinamento. Nossa crença como provedores de solução em processos de aprendizagem e consultoria em Recursos Humanos é pela ampliação nas empresas da gestão baseada em competências, o que pressupõe a implantação e implementação de programas de mapeamento, avaliação, feedback, e planos de desenvolvimento para suprir e fortalecer os gaps profissionais identificados. Porém, tão importante quanto, é implantar um sistema de mensuração do desempenho para a gestão e melhoria da performance futura.

Tempos difíceis dirão alguns, instável dirão outros, desafiador, incerto e de mudanças descontínuas. Tudo isso vale quando nos referimos ao competitivo mundo corporativo. A certeza que temos é que continuará assim, exigindo ainda mais de cada gestor. A todo tempo “somos” convidados a rever nossas crenças – nossos paradigmas. Refletir até que é possível, mudar… bem, isso é mais complicado. Segundo John Maynard Keynes, “A maior dificuldade não está em persuadir as pessoas a aceitar novas idéias, mas em persuadi-las a abandonar as antigas”.

COMPETÊNCIA É O DESAFIO

Na nova economia o capital humano assume importância fundamental na criação de Valor. Estudos indicam que até 85% do valor das organizações se baseia em ativos intangíveis, onde o capital humano ocupa um destaque especial. Desta forma, entendemos que ampliaram as preocupações dos gestores no que diz respeito a capacidade de seus Recursos Humanos, quando comparados com dez anos atrás. É inegável a preocupação do gestor que no passado era centrada fortemente no desenvolvimento técnico de seu pessoal, e que hoje caminha rapidamente para a necessidade de desenvolvê-los também nas relações humanas. Capacitá-los para compreender e reagir às mudanças, desenvolver as competências em planejamento, trabalho em equipe, comunicação, liderança, negociação relacionamento interpessoal, entre outras competências vem ganhando importância quando analisamos os levantamentos de necessidades de treinamentos das empresas, elaborados pelos profissionais de recursos humanos.

Embora exista a consciência, no entanto, é possível perceber que os movimentos quanto à alocação de recursos não estão na mesma velocidade. Priorizam-se ainda os treinamentos técnicos, e a disponibilidade de orçamento para a realização de treinamentos comportamentais fica num segundo plano e algumas vezes só há liberação de verbas no final do segundo semestre do ano, quando os profissionais de RH conscientemente, precipitam na contratação, algumas vezes sem os devidos cuidados, pois se não o fizer naquele ano, perderão a verba, prejudicando ainda mais o planejamento realizado.

AMPLIANDO A OFERTA DE SERVIÇOS

Se por um lado é crescente a preocupação dos gestores, quanto ao aprimoramento e qualificação de seus profissionais, aspecto que está sendo exigido pela forte competição de mercado a que as empresas estão expostas em tempos de globalização; paralelamente podemos afirmar que a ampliação da oferta de serviços em consultoria e treinamento nos últimos cinco anos é assustadora pela quantidade de empresas e de profissionais oferecendo seus serviços. Executivos que saíram do mercado formal de trabalho combinado com a crise de empregos, se alojaram como profissionais autônomos tornando a oferta em Consultoria e Treinamento muito superior a demanda, com possível suspeita nos resultados. Nunca se questionou tanto a qualidade dos serviços ofertados, bem como a qualidade dos profissionais prestadores do serviço.

Outro fato marcante é a ampla variação da oferta de serviços em nosso setor que comporta desde empresas clientes que criaram sua Universidade Corporativa, ou soluções que passam pela contratação de cursos e-learning, cursos através de circuito de TV entre outras soluções eletrônicas, sendo estas últimas modalidades as mais questionadas em termos de resultados obtidos; afirmação esta apurada em recente pesquisa realizada pela CR BASSO. As Universidades Públicas e Privadas também entraram com vigor neste mercado. Hoje disputam acirradamente com seus programas de curta duração com empresas especialistas em Treinamento.

AS ALTERNATIVAS

Para atender as exigências de mercado as organizações estão cada vez mais preocupadas em contratar funcionários com base em competências – aquelas competências que farão diferença na empresa e que serão fundamentais na construção do diferencial competitivo em seu setor de atuação. Certamente a manutenção e ampliação dessas competências serão exigidas continuamente de todos os empregados. Nossa crença como provedores de solução em processos de aprendizagem é pela ampliação – nas empresas, da gestão de RH por competências, o que pressupõe a implantação e implementação de programas de avaliação, feedback e planos de desenvolvimento profissional para suprir e fortalecer os gap’s identificados, perfeitamente alinhados à estratégia empresarial. As empresas precisam propor soluções internas de treinamento e desenvolvimento e ou buscar nas consultorias especializadas, a expertise necessária para esse desenvolvimento, ampliando assim, a demanda por serviços baseados em competências para o mercado de T&D. Cuidado e zelo especial devem ser adotados pelos tomadores de serviços, ficando sempre atentos quanto aos aspectos de avaliação dos resultados, não só de eficiência, mas, e sobretudo, quanto a eficácia das ações de treinamento e desenvolvimento.
Fornecedores de solução em processos de aprendizagem que não conhecerem ou não se aproximarem do mercado de seu cliente, sua cadeia de valor e seus fatores críticos de sucesso, pouco poderão contribuir para fortalecer as competências das pessoas e conseqüentemente destas organizações.

O QUESTIONAMENTO E A SOLUÇÃO

A pergunta fundamental é: Implantar um modelo de gestão por competências é suficiente para atender e superar as condições necessárias para obter sucesso empresarial? Entendemos que não. Como citamos acima, além de empregar um modelo baseado em competências, compreendemos ser fundamental a empresa se beneficiar de um excelente sistema de mensuração de desempenho. Atualmente o sistema baseado na filosofia do balanced scorecard – BSC, modelo desenvolvido por Robert Kaplan e David Norton, no início da década de noventa nos EUA, e que só nos últimos anos vem ganhando espaço no ambiente corporativo brasileiro é a mudança mais significativa. É preciso que nossos executivos parem de pensar só no curto prazo – sobrevivência, mas que se estimulem para fortalecer as condições para o desempenho futuro. O modelo baseado num quadro equilibrado de indicadores, confere ao BSC a possibilidade de reconhecer que as pessoas são verdadeiramente os recursos mais valiosos e aqueles capazes de impulsionar as organizações para os melhores desempenhos. Através da construção do que os autores chamam de Painel de Bordo, podemos perceber que se queremos na organização processos internos que sejam agregadores de valor ao cliente e que o melhor atendimento das necessidades destes “clientes” permitam a empresa colher melhores resultados financeiros, isso só será possível se a empresa atrair e manter para si os melhores profissionais, aperfeiçoar o seu modelo de gestão e de informações em favor do capital do conhecimento.

Portanto, o desafio será o de atrair e reter profissionais competentes e comprometidos, motivados a participar de constantes processos de aprimoramento tanto técnico como comportamental. Instituir programas de treinamento e desenvolvimento baseado em gap’s identificados pela avaliação de competências, combinado às melhores práticas de feedback, que associado à melhoria da infra-estrutura e sistemas de comunicação, certamente favorecerá a motivação interna pelo melhor clima organizacional. Estabelecer os indicadores de desempenho para mensurar estes aspectos, faz parte da perspectiva – aprendizado e crescimento, uma das colunas de sustentação do modelo balanced scorecard.

A caracterização da Excelência na Gestão de Pessoas, considera que o uso do BSC se completa com um sistemático modelo de avaliação dos resultados das ações de aprendizagem (treinamento e desenvolvimento) para uma efetiva utilização de recursos naquilo que verdadeiramente faz a diferença na construção das vantagens competitivas de uma organização. Elaborar, objetivos mensuráveis em ações de treinamento é a grande oportunidade. Os principais gestores precisam, portanto, refletir seus paradigmas nas relações técnico-comportamental, quanto aos investimentos no desenvolvimento de seus funcionários.


Autor: Redator CR BASSO - Categoria: Blog

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