Qual a importância das relações interpessoais no ambiente de trabalho?

11 de julho de 2016

Dentro de uma empresa é comum que cada profissional, concentrado em suas atividades, responsabilidades e desafios, perca a visão do conjunto — ou seja, da equipe. Quando isso acontece as relações interpessoais começam a se deteriorar: o clima organizacional torna-se negativo, surgem desentendimentos e disputas internas, o trabalho fica desalinhado. Em outras palavras, quando as relações interpessoais desandam, toda a empresa sofre.

Para saber como contornar esse tipo de problema, é saudável estimular as boas relações interpessoais. É possível fazer isso de maneira criativa e respeitando os limites de cada profissional. Confira!

1. As relações interpessoais no trabalho

Já conhecemos a dinâmica da maioria das relações que se formam em nossa vida pessoal. Mas quais são, e como são, as relações interpessoais no ambiente de trabalho? Vale lembrar que no trabalho, não somos nós que escolhemos com quem trabalhar.

Há as relações que se formam entre quaisquer dois profissionais que trabalham em departamentos diferentes, entre os quais há pouco contato. É o caso, talvez, da relação entre um colaborador da manutenção e um colaborador da logística.

Depois, há as relações entre dois colaboradores de departamentos diferentes, entre os quais há bastante contato. É o caso da relação entre um colaborador de vendas e um colaborador de marketing.

Existem, ainda, os vínculos entre dois colaboradores do mesmo departamento e as ligações entre um funcionário e seu gestor. É importante entender que cada uma dessas relações interpessoais possui uma dinâmica diferente e, consequentemente, apresenta também desafios diferentes, uma vez que a relação interpessoal é capaz de gerar consequências para o futuro na relação.

No caso da relação entre um gestor e sua equipe, há o desafio da liderança — demonstrar autoridade sem precisar do poder. Entre funcionários de departamentos diferentes, há o desafio do conflito de interesses — cada um possui suas prioridades no trabalho e pode, inadvertidamente, prejudicar o trabalho do colega. Entre funcionários do mesmo departamento, por sua vez, há o desafio de balancear competitividade e colaboração — ambos querem se destacar, mas precisam trabalhar juntos para alcançar as metas da equipe.

2. Como são as relações saudáveis

As relações de trabalho mais saudáveis são aquelas que apresentam equilíbrio. Mesmo que haja um atrito, a equipe possui uma “liga” forte o suficiente entre si para avaliar o atrito de maneira objetiva, resolvê-lo e retornar a um estado de harmonia. Um dos segredos é não misturar as relações pessoais com as profissionais. Mas como atingir esse equilíbrio? Existem alguns fatores que permitem levar a empresa e a equipe até o status desejado. Quais são esses fatores?

2.1 Alinhamento

Todos os colaboradores precisam estar conscientes dos objetivos da empresa, trabalhar com um mesmo norte e alinhar seu comportamento e suas ações de acordo com esses objetivos. Os funcionários precisam entender que os objetivos da empresa vêm acima dos próprios — pois atingi-los beneficiará a todos, e não apenas a alguns.

2.2 Valores

Existem valores básicos como transparência, respeito e responsabilidade, que a empresa deve propagar entre seus funcionários e exigir deles, em todos os momentos e situações. É importante que a empresa entenda que um profissional com uma excelente capacidade técnica, mas sem respeito pelos valores humanos, é um risco para a empresa. É exatamente o respeito e a prática dos valores que favorece as relações internas.

2.3 Políticas de relacionamento

Enquanto os valores são conceitos mais absolutos, as políticas podem variar de acordo com o perfil da empresa. Algumas políticas envolvem, por exemplo, a proibição de relacionamentos amorosos entre funcionários. Como essa política pode ser considerada muito rigorosa, é preciso ter bom senso e sensibilidade na sua aplicação.

3. O papel do RH nesse cenário

O RH desempenha um papel essencial na tarefa de promover e preservar relacionamentos interpessoais saudáveis dentro da empresa. É um setor que está estrategicamente posicionado para atingir todos os colaboradores com suas ações, além de possuir o know-how e os recursos necessários para elaborar diferentes projetos dentro desse tema. Entre este, se destacam:

3.1 Divulgação de valores

O setor de RH pode começar de maneira bem simples, fazendo uma forte divulgação dos valores da empresa. Eles precisam estar presentes no cotidiano dos colaboradores, para que sejam internalizados e tornem-se parte de sua filosofia própria de trabalho.

Uma ação possível é a criação de materiais de divulgação — pôsteres, folders — para reforçar os valores da empresa, ou a realização de uma gincana com foco em aspectos como o trabalho em equipe e a comunicação entre os colaboradores. Acima de tudo, os valores da empresa precisam ser reconhecidos, respeitados e praticados.

3.2 Avaliação de desempenho

Também é viável que o setor de RH, através da avaliação de desempenho, extraia informações sobre o perfil de cada colaborador no seu relacionamento com colegas, chefes e subordinados. A partir dessas informações, em situações especiais, o RH deve oferecer um feedback sincero e construtivo aos colaboradores que apresentam mais dificuldades de relacionamento.

Vale a pena lembrar que alguns indivíduos não percebem que sua atitude está causando uma ruptura, até que alguém neutro aponte isso a eles. Mesmo que o gestor direto ofereça este feedback, o funcionário pode sentir que a reprimenda é indevida, motivada por interesses pessoais do gestor. Nesse cenário, o RH deve ser a entidade confiável, que sempre pode fazer uma “crítica” (ou um elogio) sem parecer parcial.

3.3 Treinamentos

O setor de RH também pode promover treinamentos sobre comportamentos no local de trabalho. Nesses treinamentos, geralmente o instrutor aborda temas como inteligência emocional, relacionamento interpessoal, conflitos, feedbacks assim como, alerta para comentários informais (fofoca) e as interações do dia.

No entanto, é preciso ter cuidado: em alguns casos, esses treinamentos podem ser muito engessados e, de certa forma, podar relações mais espontâneas. O gestor de RH precisa moldar o treinamento para que ele não se torne uma forma de distanciar os colaboradores ainda mais. Neste sentido, o treinamento precisa abordar aspectos que retratem as situações do cotidiano das áreas em forma de oportunidades de melhorias que favoreça a melhor interação entre os profissionais da empresa.

3.4 Happy hour

Uma ação mais informal que o RH pode incentivar, são os encontros do tipo happy hour. Eles oferecem uma oportunidade para que os colaboradores possam fortalecer os laços entre si, em um ambiente neutro, fora da empresa. É uma situação em que eles deixam de lado o estresse e as divergências do trabalho e “zeram o contador”, o que permite que eles retornem no dia seguinte com redução ou eliminação de atritos com os colegas.

Porém, também é preciso ter cuidado com esses encontros: regados a algumas cervejas, eventualmente pode acontecer de um ou outro funcionário ultrapassar o limite, falando ou fazendo algo que irá prejudicar sua própria imagem na empresa. É importante que todos os funcionários tenham consciência de que o happy hour, embora mais informal, ainda é uma atividade ligada ao seu eu profissional.

Além desses exemplos, o RH pode ainda desenvolver uma gama bem variada de ações voltadas a incentivar as relações interpessoais. Nelas, o foco deve ser o de aproximar os colaboradores, respeitando os limites entre profissional e pessoal e mantendo o tom de profissionalismo.

O tema das relações interpessoais, especialmente no trabalho, é muito amplo. Você pode se aprofundar mais neste assunto com nosso outro artigo, no qual discutimos se a importância das relações pessoais no trabalho é mesmo tão óbvia quanto parece.

Aproveite e deixe seu comentário respondendo a esta pergunta: você acha que todos os profissionais compreendem o papel que as relações interpessoais exercem nas suas carreiras e nos resultados da empresa?

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Autor: Carlos Basso - Categoria: Blog

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